Jun
01

Mulheres cegas criam ONG para lutar pelos seus direitos

Durante os dias 29, 30 e 31 aconteceu no Espaço da Obra Kolping, o I Encontro Brasileiro de Mulheres Cegas e Com Baixa Visão. O evento discutiu temáticas relacionadas às conquistas e desafios das mulheres com deficiência visual. As organizadoras aproveitaram o momento para criar uma ONG em âmbito nacional com o objetivo de lutar pela garantia dos seus direitos. Cada estado terá duas coordenadoras, para uma melhor representatividade da organização.

Para a professora e presidente da ONG, Janne Kelly, esta é a realização de um sonho e é um momento de muito trabalho para alcançar seus objetivos. “Nós desejamos melhorar a qualidade de vida das mulheres, nas áreas da saúde, esporte, lazer, assistência social. Uma de nossas maiores dificuldades é que muitas meninas cegas no interior do estado ainda não tem acesso à educação, que é a base de tudo. Por isso vamos buscar parcerias para que elas tenham esse acesso e aprendam a ler e escrever no tempo correto”, enfatiza.

No encontro foram discutidos temas como a violência contra a mulher e seus direitos, empregabilidade, empreendedorismo, protagonismo da mulher cega e além disso, foram realizadas oficinas de beleza para aumentar a autoestima das participantes. O movimento surgiu em novembro de 2014, após discussões no grupo ‘Mulheres Cegas’ no aplicativo Whatsapp.

O Instituto Comradio do Brasil apoiou a iniciativa através do Projeto Um Olhar Para a Cidadania, que tem apoio da OI Futuro e Cooperforte. Lindalva Soares, beneficiária do projeto acredita que a criação da ONG é mais uma forma de defender a pessoa com deficiência visual. “Muitas leis existem só no papel e nós mulheres queremos ver nossos direitos serem executados com mais eficiência. Esta é mais uma forma de garantir nossos direitos e agora temos que nos esforçar para alcançar mais conquistas”, afirma Lindalva.

Mai
28

Encontro Nacional de Mulheres Cegas começa nesta sexta

Discutir conquistas e desafios das mulheres com deficiência visual. Este é um dos objetivos do I Encontro Brasileiro de Mulheres Cegas e Com Baixa Visão que acontece em Teresina de 29 a 31 de maio e reune participantes de Pernambuco, Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. A organização do evento, que acontece no Espaço da Obra Kolping no bairro Dirceu Arcoverde, pretende conseguir subsídios para criar uma ONG que possa intervir e atuar nas áreas de interesse dessas mulheres.

Dentre os temas abordados estão a sexualidade, a empregabilidade e o empreendedorismo da mulher cega. Sente-se a necessidade de debater a importância de relacionamentos saudáveis, enfatizando o risco de gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis, como também a troca de experiências sobre o protagonismo da pessoa com deficiência visual, com ênfase no papel de mãe, mulher, profissional e estudante.

Para a coordenadora do encontro Janne Kelly, a discussão sobre os direitos das mulheres vai fortalecer os esforços para a construção da ONG. “Queremos criar uma instituição nacional, eleger uma coordenação para cada estado para uma atuação simultânea em todo o país. Assim podemos passar informações às mulheres cegas sobre educação, saúde, esporte, lazer e assistência social que de outra forma elas não teriam acesso”, enfatiza.

Além das discussões políticas, oficinas de beleza serão oferecidas a fim de fortalecer a autoestima da mulher cega e com baixa visão. Esse movimento surgiu em novembro de 2014, após discussões do grupo ‘Mulheres Cegas’ no aplicativo Whatsapp. O Instituto Comradio do Brasil apoia a iniciativa através do Projeto Um Olhar Para a Cidadania. Outras informações no blog do Encontro – mulherescegas.blogspot.com.

Mai
25

Qual o maior desafio de ser cego?

Os alunos do Projeto Um Olhar Para a Cidadania realizaram nesta sexta-feira, 22 de maio, uma intervenção na escola Joca Vieira, bairro São João, zona leste de Teresina. O momento foi uma oportunidade para os beneficiados do projeto compartilharem suas vivências, conversar sobre preconceito com as pessoas com deficiência visual e esclarecer dúvidas dos adolescentes. Um dos questionamentos veio da estudante Mikaely Sousa, de 15 anos: “qual o maior desafio de ser deficiente visual?”

Para Ângelo Rafael, sua maior dificuldade é não enxergar o rosto das pessoas que ama, como o filho e a esposa. Luís Sampaio, egresso do curso e atualmente monitor da turma, diz que o desafio é saber aceitar a deficiência. Já para Solange de Carvalho é superar as dificuldades do dia-a-dia. Após a experiência, Mikaely acredita que vai ajudar e respeitar mais os deficientes visuais. “Não devo tratar eles com preconceito por que tem uma deficiência, e sim ver eles da mesma forma que me vejo”, afirma.

Durante a Intervenção todas as pessoas da turma, alunos e professores foram vendados. Depois cada uma tinha que pegar um objeto dentro de uma caixa, tentar adivinhar o que era e anotar em um papel o nome do objeto identificado, ainda de olhos vendados. Em seguida, com uma música tocando, todos andaram pela sala e quando a música parou cada pessoa tentou reconhecer quem estava mais próximo apenas pelo toque.

Para finalizar, foram exibidas três animações sobre como tratar uma pessoa com deficiência visual. O Projeto Um Olhar Para a Cidadania, realizado pelo Instituto Comradio do Brasil, tem como objetivo favorecer a inclusão social do cego, através da formação para Rádio e TV e para isso, conta com o apoio da Faculdade Santo Agostinho, da Cooperforte e da OI Futuro.

Mai
11

Egresso do projeto compartilha experiências sobre acessibilidade no rádio

Nas aulas das últimas sextas-feiras, 08 e 15 de maio, os alunos do Projeto Um Olhar Para a Cidadania aprenderam a utilizar o leitor de tela e outras ferramentas acessíveis para produzir um programa de rádio. Na ocasião, o egresso Antonio Castro, que se formou na turma de 2013, compartilhou sua experiência com o Zararadio, programa de automação para rádios online.

Antonio Castro atualmente é radialista na Rádio Horizonte FM e apresenta o programa “A Cara do Brasil”, de segunda a sexta, das 9 às 12 horas. Ele também é músico, toca teclado na banda Musical Toque Suave.

O locutor lembra que começou a gostar de rádio desde cedo. “Quando criança, como não podia brincar com meus irmãos, pois não enxergava e não podia correr com eles, eu ouvia rádio, bons locutores, músicas. Cresci fazendo isso e em 1991 comecei a tocar e passei por várias bandas. O rádio veio expandir esse horizonte, esse lado da comunicação com o público, com os músicos”, disse o músico.

Para Antonio Castro, esta é uma oportunidade de compartilhar o que aprendeu anteriormente no curso. E acrescenta: “Eu conheço a necessidade deles, é a mesma minha como deficiente visual”. A aluna Ângela Noleto acredita que esta aula foi muito proveitosa e que a experiência de Antonio serviu como exemplo para ela. “Nós achávamos que por ser muita informação não seria fácil manusear o computador, mas percebi que não é tão difícil e que só basta praticar”, afirma.

Mai
07

"A cidade precisa se incluir no mundo das pessoas com deficiência, não o contrário"

O coordenador do Instituto Comradio do Brasil, através do Projeto Um Olhar Para a Cidadania, Jessé Barbosa, explicou como surgiu a ideia do Selo "Empresa Acessível". Ouça, através da Rede de Rádios EmdiaBrasil:

Mai
07

"Hoje a gente luta para que essas pessoas sejam indivíduos de direito e não coitadinhos"

Confira a fala do presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE-Teresina), Antenilton Marques, no lançamento do Selo "Empresa Acessível, através da Rede de Rádios EmdiaBrasil:

Mai
07

"Temos que possibilitar a garantia de direitos das pessoas com deficiência"

"Temos que possibilitar de forma estratégica a garantia de direitos das pessoas com deficiência", afirmou a Secretaria Municipal de Assistência Social, Mauricéia Carneiro, no evento de lançamento no Auditório da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social – SEMTCAS, no dia 5 de maio. 

Mai
07

"Todos nós vamos em algum momento precisar de acessibilidade"

O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Piauí - CAU/PI, Sanderland Ribeiro comentou sobre a efetivação do Selo "Empresa Acessível", no dia 5 de maio, no evento de lançamento no Auditório da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social – SEMTCAS. "Todos nós vamos em algum momento precisar de acessibilidade", afirma. Ouça:

Mai
05

Selo “Empresa Acessível” é lançado em Teresina

“Nós não precisamos incluir a pessoa com deficiência na cidade, e sim incluir a cidade no mundo das pessoas com deficiência”. A fala do coordenador de projetos do Instituto Comradio, Jessé Barbosa, demonstra o sentimento que tomou conta do evento de lançamento do Selo “Empresa Acessível”. O evento aconteceu na manhã desta terça-feira (05), no Auditório da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social – SEMTCAS.

A certificação é uma política pública proposta pelo Instituto Comradio em parceria com o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e outras instituições. “Propomos a renovação de algo que já existia, para que não se trate apenas de conceder um selo às empresas que empregam pessoas com deficiência, o que já está na lei, e sim para que essas empresas tornem seus ambientes acessíveis a todas as pessoas com deficiência. Entendemos que nós é quem devemos nos adaptar a eles”, explica Jessé Barbosa.

Para Antenilton Marques, presidente do CONADE-Teresina, este momento é um avanço na luta pela acessibilidade. “Todos os nossos direitos eram negados e quando conseguíamos alguma coisa era como se fosse um favor. Hoje não estamos aqui para pedir favor, mas para conclamar aos empresários que abracem essa ideia fantástica e humana, para que nossa cidade possa ser acessível”, afirma.

Durante o lançamento do Selo, os olunos do Projeto Um Olhar Para a Cidadania, realizado pelo Instituto Comradio com o apoio do Oi Futuro e da Cooperforte, realizaram atividade prática entrevistando os participantes do evento. A aluna e assistente social, Solange de Carvalho, vê com otimismo o lançamento do selo. “É mais uma porta que vai se abrir para nós, antes as empresas sabiam que havia uma lei, mas não obedeciam. Acredito que com o selo as empresas vão se sentir motivadas a empregar mais pessoas com deficiência”, afirma.